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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Especial * The Bombazines

Até ao fim de Maio o Manga Curta tem aberta uma edição especial para criar uma t-shirt/identidade gráfica para a banda portuense The Bombazines.

O prémio é de 300€ em dinheiro, 350€ em vale Manga Curta e ainda existirá um prémio surpresa. A decisão será da comunidade como de costume do Manga e da banda em sim.

Mais info:
http://www.mangacurta.com/especial

sábado, 15 de março de 2008

Sebastião Rodrigues

Talvez mais importante que defender o uso da língua portuguesa no design seja divulgar o design português, principalmente aquele que se fazia antes da globalização da criatividade.

Sebastião Rodrigues é por muitos considerado o pai do design português, nasceu em 1929 no Dafundo e começou a sua carreira de artista gráfico a fazer biscates para o jornal A voz, onde o seu pai dirigia a secção de publicidade. Em 1945, recebe um convite para entrar na APA (Agência de Publicidade Artística) onde toma contacto com vários designers experientes como José Espinho, Manuel Lapa, Carlos Botelho e Manuel Rodrigues. É com o último que irá desenvolver uma parceria de 3 décadas de atelier, que começa com a ligação ao SNI (Secretariado Nacional de Informação).





Desenvolve um grosso de trabalho ligado à divulgação da cultura e tradição portuguesa, que vai tornar-se mais intenso com a bolsa que a Fundação Calouste Gulbenkian lhe atribui em 1959, para que este viaje pelo norte do país em busca das expressões gráfico/plásticas populares.





Esta pesquisa pelo tradicional irá marcar a sua restante obra, que no geral se caracteriza pelo uso de espaços negativos e formas de cor plana, formas inspiradas no bordado e na ourivesaria de duriense e re-invenções dos "motivos" da calçada portuguesa.


quarta-feira, 12 de março de 2008

Inglesismos I

Uma dos factores mais proeminentes do design (e ainda mais do marketing) made in Portugal é o uso da língua inglesa como factor de valorização qualitativa dos trabalhos e das estratégias. Mas de onde veio esta noção, muitas vezes inconsciente, de que ao colocarmos inglês numa t-shirt, num cartaz ou no nome de um produto, estamos não só a elevá-lo a categoria do design avant-garde como também a premeditar-lhe o sucesso, como algo garantido pelo favor dos deuses?

É fácil tecer as justificações do costume, que o inglês é a língua mais falada do mundo (o que é uma falácia, pois esse lugar é ocupado pelo mandarim) e como estamos numa época de globalização, não podemos trabalhar para "minoria" que fala português (Portugal, Brasil, Macau, Angola, Moçambique, Cabo Verde...). Parece-me no entanto que aquilo que o subconsciente, de quem usa o inglesismo como regra, está realmente a formular é "em português soa mal e parece menos sério".

Não estou a condenar que ingenuamente deixem o preconceito e o estereótipo ganhar na luta racional que fazem na execução de um trabalho, até porque é fácil perceber de onde essa resistência surge.

Primeiro da nossa educação que teima em não privilegiar e incutir o orgulho pela milenar cultura lusitana, porque ao contrário de povos como o americano, que têm uma história curta e manchada pela violência, os portugueses têm uma história que remonta a milénios antes de Cristo, recheada de períodos violentos mas também com uma tolerância e pluralismo cultural que é inveja de muitos historiadores estrangeiros.

Segundo por uma questão simples. Todos os bons livros de design e todos os grandes teóricos do design são estrangeiros! Ora se desde novos lemos sobre design em inglês é perfeitamente normal que passemos a associar automaticamente o inglês com design (e que pensemos que se não for assim é foleiro).

A questão está em perceber se estamos no trabalho em mãos a cair na esparrela do nosso inconsciente ou a assumir a escolha como algo que faz sentido do ponto de vista funcional, ou seja, se a mensagem beneficiar dessa escolha. Cada trabalho é um caso e temos de pesar sempre cada factor para o sucesso do todo.

Há ideias que decerto surgem em inglês logo mas o que todos os profissionais da criatividade afirmam é que devemos ter sempre resistência à primeira ideia, não significa que a abandonemos mas esta tem de ser estudada e pesada face a outras, antes de nos atirarmos de cabeça. Porque nem sempre o que surge em inglês fica mal em português e vice-versa e porque quem se atira de cabeça para uma piscina sem água... acaba por rachá-la.

sábado, 8 de março de 2008

O Homem sonha, Deus aprova e a Obra nasce...


Desde o inicio que o Manga Curta tem sido um espaço óptimo para o desenvolvimento dos designers e ilustradores portugueses (mesmo que ainda hajam muitos que se pensam acima de uma participação num concurso aberto a todos) mas também desde a sua fase mais incipiente que se tem mostrado um espaço insuficiente para um diálogo mais especifico da ética e técnica dos criativos.

Pelo seu tamanho descomunal que agrega centenas de conteúdos e por se tratar de um concurso aberto a todos e não apenas aos criativos, a agregação de um fórum de discussão ao site Manga Curta não tem sido possível.

Dai ter nascido entre alguns de nós uma vontade de criarmos uma comunidade satélite que agregasse aqueles que se conhecem do concurso num diálogo mais aberto e para os leigos mais encriptado. Para outras opiniões que não ficam bem num site que afinal é o pão de várias famílias. Começámos inocentemente pela criação do www.mangacurta.deviantart.com, esperando que ao inserirmos a comunidade num site de "artistas" ganhássemos até alguns novos participantes.

Como pensadores excessivos que somos achámos que o que precisávamos era de um site interactivo mas apesar de termos conhecimentos de web design suficientes, não tínhamos fundos para comprar um servidor que permitisse sites complexos. Até que um belo dia da semana que passou um dos novos manga curtenhos (bakus_dionisio de seu nome) referiu que para promover estas discussões bastaria a criação de um blog e de repente fez-se luz nas engrenagens bafientas. Não só é possível como é melhor tendo em conta o crescimento megalómano da blogosfera.

E cá estamos. Ainda faltam vários convites para colaboradores e o apadrinhamento publicitário do Manga Curta mas vamos ter aqui algo interessante que esperamos que cresça e desabroche em algo maior. Pelo menos vamos regar e cuidar com carinho e dedicação e pedimos o mesmo da vossa parte.

Mais novidades para breve!